domingo, 7 de abril de 2013

Osteonecrose


O que é?
A osteonecrose ocorre quando o osso perde a sua vascularização, e o osso morre. A osteonecrose também é conhecida como necrose asséptica, necrose avascular ou necrose isquêmica. O osso é uma estrutura vida e quando perde a vascularização o osso morre, as células ósseas morrem. Com a morte dos osteócitos o osso pode ficar mais fraco e colabar (imagine as colunas de um prédio que começaram a quebrar).





Causas
As causas da osteonecrose não são  completamente conhecidas uma boa percentagem é classificada como idiopática, porém alguns fatores estão associados a uma maior incidência: poderá ser adquirida após uma lesão, fraturas, transplantes renais, uso de esteroides, uso crônico de corticoide, alguns tipos de anemia, uso crônico de álcool, lesões articulares, alguns tipos de artrite a também alguns tipos de câncer.
A osteonecrose pode acometer virtualmente qualquer osso porém ela é mais comum na cabeça do fémur, cabeça do úmero, osso semilunar na mão, ossos do pé ( navicular, 1 e 2 metatarsianos e Talus) e no Joelho.

Algumas Patologias do tecido ósseo




Doenças relacionadas 


- Artrite reumatoide
- Ciática
- Desordem temporomandibular
- Escoliose
- Fascite plantar
- Hálux valgo (joanete)
- Hérnia de disco
- Lesão no menisco
- Mieloma múltiplo
- Osteoartrite
- Osteoporose


sábado, 6 de abril de 2013

TECIDO CARTILAGINOSO






  • Células: 
       - Condrogênicas, condroblastos, condrócitos (lacunas), condroclastos.

  • Matriz extracelular: 
  • Abundante e firme; 
  • Territorial, interterritorial; 
  • SFA – proteoglicanas, glicoproteínas de adesão (condronectina), ác. hialurônico; 
Fibras – colágeno, elástica. 

  • Localização: variável 

  • Origem: 
  • Células mesenquimais. 

  • Funções: 
  • Suporte de tecidos moles; 
  • Absorção de choques (articulações); 
  • Crescimento de ossos longos. 

INTRODUÇÃO: 

  • Avascular, sem linfáticos e nervos (pericôndrio e líq. sinovial). 

  • Pericôndrio: 
  • Tecido conjuntivo denso (colágeno tipo I); 
  • Nutrição, inervação, oxigenação e crescimento. 

  • Crescimento Intersticial: 
  • Formação inicial da cartilagem; 
  • Mitose dos condrócitos no interior da cartilagem. 

  • Crescimento Aposicional: 
  • Mais comum; 
  • Mitose – pericôndrio. 
  • Influenciada por hormônios e vitaminas; 

  • Degeneração: calcificação da matriz; 

  • Regeneração: pouco eficiente, exceto em crianças; 

  • Variedades: Hialina, elástica e fibrosa. 



    Características:
  • É uma forma especializada de tecido conjuntivo de consistência rígida;,
  • Contém condrócitos e abundante material extracelular que constitui a matriz;
  • As cavidades da matriz, ocupadas pelos condrócitos, são as chamadas lacunas;
  • Não possui vasos sanguíneos, sendo nutrido pelos capilares do conjuntivo envolvente (pericôndrio), nem vasos linfáticos e nervos;
  • As cartilagens que revestem as superfícies dos ossos nas articulações móveis não têm pericôndrio e recebem nutrientes do líquido sinovial das cavidades articulares.



     Funções:
  • Suporte de tecidos moles;
  • Reveste superfícies articulares, onde absorve choques;
  • Facilita o deslizamento dos ossos nas articulações;
  • É essencial pra a formação e o crescimento dos ossos longos, na vida intra-uterina e depois do nascimento;

     Tipos:


                 Cartilagem hialina

  • É o tipo mais freqüente encontrado no corpo humano;
  • Tem coloração branco-azulada e translúcida a fresco;
  • Forma o primeiro esqueleto do embrião;
  • No adulto, é encontrada na parede das fossas nasais, traquéia e brônquios, na extremidade ventral das costelas e recobrindo as superfícies articulares dos ossos longos;
  • É formada por fibrilas de colágeno tipo II associadas ao ácido hialurônico, proteoglicanas muito hidratadas e glicoproteínas;
  • O alto conteúdo de água de solvatação das moléculas de glicosaminoglicanas atua como um sistema de absorção de choques mecânicos;
  • É envolvida por uma camada de tecido conjuntivo denso, o pericôndrio, que é fonte de condrócitos para o crescimento e responsável pela nutrição, oxigenação e eliminação de refugos metabólicos de cartilagem e  também é rico em fibras de colágeno tipo I na parte superficial e mais rico em células à medida que se aproxima da cartilagem;
  • O crescimento da cartilagem pode ser intersticial, por divisão mitótica dos condrócitos preexistentes ou aposicional, que se faz a partir de células dos pericôndrio, que é a principal.
    Localização: 
    - Embrião – esqueleto cartilaginoso;            
    - Adultos – disco epifisário, fossas nasais, traquéia, brônquios, extremidade ventral das costelas e articulações dos ossos longos. 
    Matriz: 
    - Colágeno tipo II 


    Cartilagem elástica:

  • É encontrada no pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na tuba auditiva, na epiglote e na cartilagem cuneiforme da laringe;
  • Além de fibrilas de colágeno, possui uma abundante rede de fibras elásticas continuas com as do pericôndrio;
  • Tem coloração amarelada a fresco;
  • A coloração usada para examiná-la é a orceína;
  • O crescimento ocorre principalmente por aposição.
    Distribuição restrita 
    Ex: epiglote 
    MEC: Colágeno tipo II, elastina, pouca SFA 



    Cartilagem fibrosa:

  • É encontrada nos disco intervertebrais, nos pontos em que alguns tendões e ligamentos se inserem os ossos, e na sínfise pubiana;
  • Está sempre associada a conjuntivo denso;
  • Os condrócitos formam fileiras alongadas;
  • É acidófila, por conter grande quantidade de fibra colágena;
  • A substancia fundamental amorfa é escassa e limitada à proximidade das lacunas;
  • Na fibrocartilagem não existe pericôndrio.
   
  • Fibrocartilagem; 
  • Distribuição restrita 
  • Ex: disco intervertebral; 
  • MEC: colágeno tipo I, pouca SFA 



    Osteoartrites:

    - processo inflamatório das cartilagens hialinas articulares.- acima de 50 anos, obesidade, excesso de carga, “atletas de fim de semana”.- destruição da cartilagem com exposição do osso devido impactos e compressão excessiva.-não tem cura.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

TECIDO ÓSSEO



 
     Características:
  • É um tecido conjuntivo especializado formado por células e material extracelular calcificado, a matriz óssea;
  • É recoberto, tanto na superfície externa (periósteo) como interna (endósteo), por camadas de tecido conjuntivo contendo células osteogênicas;
  • As técnicas usadas para estudos são o desgaste e a descalcificação;
  • A nutrição dos osteócitos depende de canalículos da matriz, que possibilitam as trocas de moléculas e íons entre os capilares sanguíneos e os osteócitos.
     Funções:
  • Suporte para as partes moles;
  • Protege órgãos vitais;
  • Aloja e protege a medula óssea;
  • Proporciona apoio aos músculos esqueléticos;
  • Constitui um sistema de alavancas que amplia as forças geradas na contração muscular;
  • Funciona como depósito de cálcio, fosfato e outros íons.

     Células do tecido ósseo:
  • Osteócitos:
  • Encontrados no interior da matriz óssea, ocupando as lacunas das quais partem os canalículos;
  • São células achatadas, com forma de amêndoa;
  • Possui pequena quantidade de retículo endoplasmático rugoso, complexo de golgi pequeno e núcleo com cromática condensada;
  • São essenciais para a manutenção da matriz.
  • Osteoblastos:
  • São células que produzem a parte orgânica da matriz (colágeno tipo I, proteoglicanas e glicoproteínas);
  • São capazes de concentrar fosfato e cálcio, participando da mineralização da matriz;
  • Estão nas superfícies ósseas;
  • Quando aprisionado pela matriz, torna-se osteócito.
  • Osteoclastos:
  • São células móveis, gigantes, ramificadas, com partes dilatas que contém seis a 50 ou mais núcleos;
  • Possuem citoplasma granuloso, algumas vezes com vacúolos, fracamente basófilo quando jovens e acidófilo nos maduros;
  • A superfície ativa dos osteoclastos, voltada para a matriz óssea, apresenta prolongamentos vilosos irregulares, circundado pela zona clara ( pobre em organelas e rica em actina), que é o local de adesão do osteoclasto com a matriz óssea, onde tem lugar a reabsorção óssea;
  • Secretam ácido, colagenase e outras hidrolases que digerem a matriz orgânica, dissolvendo os cristais de sais de cálcio;
  • A atividade do osteoclasto é coordenada por citocinas e por hormônios como a calcitonina e o paratormônio.

 Matriz óssea:
  • 50% é parte inorgânica (cálcio e fosfato – Ca10(PO4)6(OH)2;
  • A parte orgânica é formada por fibras colágenas, constituída por colágeno tipo I e por pequena quantidade de proteoglicanas e glicoproteínas.

      Periósteo e Endósteo:
  • A camada mais superficial do periósteo contém fibras colágenas e fibroblastos. As fibras de Sharpey é o que prende o periósteo ao osso;
  • Na porção mais profunda é mais celular e apresenta células osteoprogenitoras, que vão diferenciar-se em osteoblastos, desempenhando papel importante no crescimento dos ossos e na reparação das fraturas;
  • O endósteo é constituído por uma camada de células osteogênicas achatadas revestindo as cavidades do osso esponjoso, o canal medular, os canais de Havers e os de Volkmann.

     Tipos de tecidos ósseos:
  • Nos ossos longos as epífises são formadas por osso esponjoso com uma delgada camada superficial compacta e a diáfise é quase toda compacta (osso cortical), com osso esponjoso na camada profunda, delimitando o canal medular;
  • Os ossos curtos têm o centro esponjoso, sendo recoberto por uma camada compacta.
  •  Os ossos chatos possuem duas camadas compactas (tábuas internas e externas), separadas por osso esponjoso (díploe)
  • Tecido ósseo primário ou imaturo:
  • Apresenta fibras colágenas dispostas em várias direções, tem menor quantidade de sais minerais e maior proporção de osteócitos do que o tecido secundário;
  • No adulto, persiste apenas próximo as suturas dos ossos do crânio, nos alvéolos dentários e em alguns pontos de inserção de tendões.
  • Tecido ósseo secundário ou lamelar:
  • Possui fibras colágenas organizadas em lamelas, que u ficam paralelas ou em camada concêntricas, formando ossistemas de Havers ou ósteons.
Histogênese:
  • Ossificação intramembranosa:
  • É o processo formador dos ossos frontal, parietal, e de partes do occipital, do temporal e dos maxilares. Contribui para o crescimento dos ossos curtos e para o crescimento em espessura dos ossos longos;
  • Tem início pela diferenciação de células mesenquimais que se transformam em grupos de osteoblastos, estes sintetizam o osteóide, que logo se mineraliza, englobando alguns osteoblastos que se transformam em osteócitos;
  • A parte da membrana conjuntiva que não sofre ossificação passa a constituir o endósteo e o periósteo.
  • Ossificação endocondral:
  • Tem inicio em uma cartilagem hialina;
  • Responsável pela formação dos ossos curtos e longos;
  • Primeiro a cartilagem hialina sofre modificações, havendo hipertrofia dos condrócitos e morte por apoptose dos mesmos, redução e mineralização da matriz cartilaginosa;
  • Depois as cavidades antes ocupadas pelo condrócitos são invadidas por capilares sanguíneos e células osteogênicas. Tais células diferenciam-se em osteoblastos, que depositarão matriz óssea sobre os tabiques de cartilagem ossificada.
     Crescimento dos ossos:
       Os ossos chatos crescem por formação do tecido ósseo pelo periósteo situado entre as suturas e na face externa do osso, enquanto ocorre reabsorção na face interna.
       Nos ossos longos, as epífises aumentam de tamanho devido ao crescimento radial da cartilagem, acompanhada por ossificação endocondral. A diáfise cresce em extensão pela atividade dos discos epifisários e, em espessura, pela formação do tecido ósseo na superfície externa da diáfise com a reabsorção na superfície interna, o que aumenta o diâmetro do canal medular.

     Referência Bibliográfica:
JUNQUEIRA L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 10ª ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2004.

Algumas Patologias do Tecido Conjuntivo


DOENÇAS DO TECIDO CONJUNTIVO


As doenças autoimunes do tecido conjuntivo são um grupo heterogêneo de doenças que se caracterizam por uma estrutura ou função anormal de um ou mais dos elementos do tecido conjuntivo, isto é, colágeno, elastina ou mucopolissacarídeos. Por norma, as doenças seguintes pertencem a este grupo:

LED (Lúpus Eritematoso Disseminado).

Esclerodermia.

Dermatomiosite/Polimiosite.

Síndrome de Sjögren.

Doença mista do tecido conjuntivo.


A detecção de autoanticorpos específicos – os denominados anticorpos antinucleares (ANA) – podem suportar o diagnóstico de doenças autoimunes do tecido conjuntivo e ajudar no diagnóstico diferencial, bem como na determinação de um prognóstico.

Lúpus eritematoso sistêmico

Ocorre com períodos de exacerbação caracterizados por febre, mal-estar, cansaço, artrite, miosite, perda de peso, exantemas cutâneos, anemia, convulsões, psicose, vasculite, miocardite, pneumonite, nefrite, etc.
Não tem cura, o que faz com que o tratamento se destine a controlar a inflamação.

Artrite reumatóide

Caracteriza-se principalmente por sinovite inflamatória persistente que, regra geral, afecta de forma simétrica as articulações periféricas, com deformidades.
O sintoma-chave é a dor nas articulações, com hiperestesia e tumefacção das mesmas.
Pode ser acompanhada por nódulos reumatóides, vasculite, inflamação pleuropulmonar, esclerite, síndrome de Sjögren, osteoporose, etc.
Trata-se de uma doença complexa, extremamente incapacitante e de má evolução.

Esclerodermia

Caracteriza-se por fibrose cutânea, alterações digestivas, renais, fibrose pulmonar, hipertensão, artrite, miosite e insuficiência renal.
Não tem cura, o que leva o tratamento a tentar melhorar a função e os sintomas.


Doença mista do tecido conjuntivo

Ocorre com poliartrite, tumefacção das mãos ou esclerodactilia, miopatia inflamatória, fibrose pulmonar, disfunção esofágica, etc.
Não tem cura e o tratamento destina-se a diminuir a inflamação.
O médico desaconselhará a condução a todos os doentes que tenham uma capacidade limitada ao volante devido à doença.

Síndrome de Sjögren

Manifesta-se por secura na boca e queratoconjuntivite seca. Em 10-15% dos casos, verifica-se uma afetação dos grandes órgãos, como o pulmão e o rim.
Em determinadas ocasiões, ocorre também vasculite, polineuropatia, alterações da condução cardíaca, doença da tiróide, etc.

Vasculite

Inclui uma grande variedade de doenças como vasculite necrosante sistémica, poliartrite nodosa, angeíte e granulomatose alérgica, vasculites por hipersensibilidade a fármacos, infecções, neoplasias, doenças do tecido conjuntivo, Henoch-Schönlein, granulomatose de Wegener, arterite de células gigantes e outras, como a doença de Kawasaki, tromboangeíte obliterante, síndrome de Behcet, síndrome de Cogan, eritema nodoso, etc.
Pode causar afetação multissistémica com cegueira, insuficiência renal, polimialgia, neuropatia, cardiopatia, doença pulmonar e digestiva.

Sarcoidose

Pode afetar o pulmão, os gânglios linfáticos, a pele, o olho com uveíte em 25% dos casos, as vias respiratórias superiores, o sistema nervoso central, os nervos periféricos e cranianos, o coração com alterações da contração e do ritmo, e o sistema músculo-esquelético, entre outros.
As complicações mais importantes são a doença pulmonar e a afetação ocular, incluindo cegueira.
Muitos casos sofrem uma remissão espontânea, o que faz com que seja difícil precisar o tratamento. Quando ocorrer doença ocular, cardíaca ou pulmonar, o tratamento é obrigatório.