segunda-feira, 8 de abril de 2013

OSTEOPOROSE

                


O que é Osteoporose?

Osteoporose significa osso poroso, ou seja, é a descalcificação progressiva dos ossos que se tornam frágeis. É uma doença na qual ocorre diminuição da massa óssea e piora da qualidade do osso, que se torna mais frágil. Quanto maior essa fragilidade, maior é o risco de uma fratura. Embora a ocorrência seja maior no sexo feminino, os homens também podem ter a doença, que se torna mais frequente com o envelhecimento. Os ossos crescem até os 20 anos. A partir daí, a densidade aumenta até os 35 anos e começa a perda de massa progressivamente - ou osteoporose. O processo é mais rápido nas mulheres, principalmente após a menopausa.

Causas

Existem várias causas para a osteoporose. As principais são: - Menopausa ;- Idade avançada; História familiar de osteoporose; Constituição física magra; É mais frequente na raça branca e em asiáticas; Baixa ingestão de cálcio, ter diabetes, falta de exposição à luz solar, pouca atividade física, hábito de fumar, consumo de álcool, café ou doenças crônicas.

Perguntas frequentes


1 - Quem não gosta de leite apresenta maior risco de ter osteoporose?

Não. Uma das dicas de prevenção da doença é preocupar-se com a ingestão mínima de cálcio necessário para manter os ossos saudáveis. São recomendados 1.200 mg por dia. Para quem não gosta de leite, é só recorrer a outros laticínios, como queijo.

2 - A osteoporose não tem cura e não pode ser tratada?

A osteoporose não tem cura, mas o tratamento deve ser feito por médicos especializados, capazes de dar orientações sobre medicamentos que estabilizam o quadro da doença ou melhoram o problema. Isso significa evitar maiores complicações e reduzir significantemente o risco de fraturas.

3 - Quem tem osteoporose não pode praticar atividade física?

Pelo contrário. Praticar exercícios físicos é essencial. Nesse caso, os exercícios devem ter impacto mínimo. Caminhada é a atividade mais recomendada.

5 - A osteoporose é uma doença feminina?

Mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois têm os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa. No entanto, homens com deficiência alimentar de cálcio e vitaminas estão sujeitos à doença. Inclusive, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) criou o Programa de Osteoporose Masculina (PROMA), desde março de 2004, com o objetivo de quantificar as vítimas da doença para tratá-las e estudar a sua incidência.

6 - A osteoporose é hereditária?

Não significa dizer que, se o histórico familiar é favorável à osteoporose, todos vão desenvolver a doença. Mas é importante, sim, identificar se os pais são portadores de osteoporose. Em caso positivo, deve-se manter cuidado redobrado na prevenção da doença. Explicação: a vitamina D é mais eficiente na absorção do cálcio em algumas pessoas do que em outras e essa característica é hereditária. Descendentes de pessoas que têm menor capacidade de absorção do cálcio no organismo e que apresentaram osteoporose quando adultas têm maior probabilidade de apresentar a doença. Mas nada que bons hábitos alimentares não possam mudar este quadro.



domingo, 7 de abril de 2013

Patologias do Tecido Cartilaginoso

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Artrose

A artrose é uma doença articular mais frequente e a cartilagem é o tecido inicialmente alterado. É um processo degenerativo que produz dano progressivos na cartilagem das articulações, bem como a desintegração de suas superfícies ósseas.
A cartilagem é formada por células especializadas (denominadas condrócitos) e uma matriz  intercelular produzidas por essas células, formadas por fibras de colágeno rodeadas de ácido hialurônico. As características biomecânicas do tecido cartilaginoso dependem das fibras de colágeno. O ácido hialurônico é responsável pela elasticidade da cartilagem e pela sua capacidade para suportar pesos. A causa da artrose primárias é a alteração da função normal dos condrócitos. A degeneração dos condrócitos produz a liberação de enzimas que geram a inflamação. Na artrose secundária, o fator que inicia esse círculo vicioso de destruição e degeneração do tecido cartilaginoso geralmente é uma doença (infecção, doença de Paget), feridas, traumatismos ou o uso forçado de alguma articulação.
As manifestações da artrose via de regra, aparecem de maneira gradativa e afetam, principalmente, as articulações que devem suportar os pesos maiores. è comum que afete as articulações dos dedos e das vértebras (cervicais lombares, mais comumente). Nas fases mais avançadas, a doença apresenta dor e certo nível de rigidez, que melhora quando a articulação afetada entra em movimento. Sob o ponto de vista clínico e radiológico, a fase mais avançada desse doença provoca, além de dor e rigidez, notável deformação da articulação.
É muito importante realizar o diagnóstico diferencial em decorrência das causas que produzem artrose, pois das mesmas dependerá o tratamento.
Para aliviar a dor, pode-se utilizar analgésicos ou anti-inflamatórios não esteróides (aspirina, ibuprofeno, etc.). Em determinados casos, pode ser feito tratamento local comn corticóides na articulação comprometida. Recomenda-se manter a mobilidade das articulações com exercícios que também fortaleçam os músculos da área. A aplicação de calor também é útil para aliviar a dor produzida pela artrose. Quando as dores são muito intensas e não podem ser controladas com a medicação, deve ser aplicado um procedimento cirúrgico.


Artrite

A palavra artrite significa inflamação das articulações; entretanto, frequentemente é utilizada para denominar mais de cem doenças reumáticas. Essas doenças não só afetam as articulações; também acometem outros tecidos conectivos que formam as estruturas de suporte de organismo: músculos, tendões e ligamentos, bem como as membranas protetoras que recobrem órgãos internos.
Cada uma dessas doenças tem diferentes causas, prognósticos e possibilidades de recuperação. Uma das mais comuns é a artrite reumatoide, a forma mais complexa das doenças reumáticas e aquela que maiores danos produz nas articulações, principalmente da mão. Outra doença reumática é a artrose, que afeta a cartilagem  do joelho, das cadeiras e da coluna vertebral. Outras doenças reumáticas que provocam artrite são a esclerodermia, a síndrome de Sjögren, a síndrome de Reiter, a polimialgia reumática, a gota, a espondilite anquilosante, o lupus eritematoso sistêmico e a doença de Lyme.




       

Anemia Falciforme




Anemia falciforme é uma doença hereditária (passa dos pais para os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo. Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda.


Sintomas

A anemia falciforme pode se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns sintomas leves, outros apresentam um ou mais sinais. Os sintomas geralmente aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.
Crise de dor: é o sintoma mais freqüente da doença falciforme causado pela obstrução de pequenos vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em forma de foice. A dor é mais frequente nos ossos e nas articulações, podendo, porém atingir qualquer parte do corpo, inclusive mãos e pés. Essas crises têm duração variável e podem ocorrer várias vezes ao ano. Geralmente são associadas ao tempo frio, infecções, período pré-menstrual, problemas emocionais, gravidez ou desidratação;
Icterícia (cor amarela nos olhos e pele): é o sinal mais frequente da doença. O quadro não é contagioso e não deve ser confundido com hepatite. Quando o glóbulo vermelho se rompe, aparece um pigmento amarelo no sangue que se chama bilirrubina, fazendo com que o branco dos olhos e a pele fiquem amarelos;
Infecções: as pessoas com doença falciforme têm maior propensão a infecções e, principalmente as crianças podem ter mais pneumonias e meningites. Por isso elas devem receber vacinas especiais para prevenir estas complicações. Ao primeiro sinal de febre deve-se procurar o hospital onde é feito o acompanhamento da doença. Isto certamente fará com que a infecção seja controlada com mais facilidade;
Sequestro do Sangue no Baço: o baço é o órgão que filtra o sangue. Em crianças com anemia falciforme, o baço pode aumentar rapidamente por sequestrar todo o sangue e isso pode levar rapidamente à morte por falta de sangue para os outros órgãos, como o cérebro e o coração. É uma complicação da doença que envolve risco de vida e exige tratamento emergencial.
Diagnóstico
A detecção é feita através do exame eletroforese de hemoglobina. O teste do pezinho, realizado gratuitamente antes do bebê receber alta da maternidade, proporciona a detecção precoce de hemoglobinopatias, como a anemia falciforme. Para os que não fizeram o teste do pezinho, existem o teste de afoiçamento e o teste da mancha, como exames de triagem, e a eletroforese de hemoglobina, como exame confirmatório.


Tratamento
Quando descoberta a doença, o bebê deve ter acompanhamento médico adequado baseado num programa de atenção integral. Nesse programa, os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento da anemia falciforme para orientar a família e o doente a descobrir rapidamente os sinais de gravidade da doença, a tratar adequadamente as crises e a praticar medidas para sua prevenção. A equipe é formada por médicos, enfermeiras, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas, etc. Além disso, as crianças devem ter seu crescimento e desenvolvimento acompanhados, como normalmente é feito com todas as outras crianças que não têm a doença.





Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia desenvolveram um tratamento contra doenças nos ossos com a aplicação das células-tronco. A Webtv UFBA foi até o Hospital Universitário conversar com o professor e Ortopedista Gildásio Daltro, que é o coordenador da pesquisa. 

O professor explica que a princípio o tratamento só pode ser feito com pacientes que sofrem de anemia falciforme, uma alteração genética no sangue que causa, entre outras complicações, a morte do tecido ósseo. A doença atinge principalmente a população negra, que é maioria no estado. Confira o vídeo e saiba mais sobre o tratamento

Osteonecrose


O que é?
A osteonecrose ocorre quando o osso perde a sua vascularização, e o osso morre. A osteonecrose também é conhecida como necrose asséptica, necrose avascular ou necrose isquêmica. O osso é uma estrutura vida e quando perde a vascularização o osso morre, as células ósseas morrem. Com a morte dos osteócitos o osso pode ficar mais fraco e colabar (imagine as colunas de um prédio que começaram a quebrar).





Causas
As causas da osteonecrose não são  completamente conhecidas uma boa percentagem é classificada como idiopática, porém alguns fatores estão associados a uma maior incidência: poderá ser adquirida após uma lesão, fraturas, transplantes renais, uso de esteroides, uso crônico de corticoide, alguns tipos de anemia, uso crônico de álcool, lesões articulares, alguns tipos de artrite a também alguns tipos de câncer.
A osteonecrose pode acometer virtualmente qualquer osso porém ela é mais comum na cabeça do fémur, cabeça do úmero, osso semilunar na mão, ossos do pé ( navicular, 1 e 2 metatarsianos e Talus) e no Joelho.

Algumas Patologias do tecido ósseo




Doenças relacionadas 


- Artrite reumatoide
- Ciática
- Desordem temporomandibular
- Escoliose
- Fascite plantar
- Hálux valgo (joanete)
- Hérnia de disco
- Lesão no menisco
- Mieloma múltiplo
- Osteoartrite
- Osteoporose


sábado, 6 de abril de 2013

TECIDO CARTILAGINOSO






  • Células: 
       - Condrogênicas, condroblastos, condrócitos (lacunas), condroclastos.

  • Matriz extracelular: 
  • Abundante e firme; 
  • Territorial, interterritorial; 
  • SFA – proteoglicanas, glicoproteínas de adesão (condronectina), ác. hialurônico; 
Fibras – colágeno, elástica. 

  • Localização: variável 

  • Origem: 
  • Células mesenquimais. 

  • Funções: 
  • Suporte de tecidos moles; 
  • Absorção de choques (articulações); 
  • Crescimento de ossos longos. 

INTRODUÇÃO: 

  • Avascular, sem linfáticos e nervos (pericôndrio e líq. sinovial). 

  • Pericôndrio: 
  • Tecido conjuntivo denso (colágeno tipo I); 
  • Nutrição, inervação, oxigenação e crescimento. 

  • Crescimento Intersticial: 
  • Formação inicial da cartilagem; 
  • Mitose dos condrócitos no interior da cartilagem. 

  • Crescimento Aposicional: 
  • Mais comum; 
  • Mitose – pericôndrio. 
  • Influenciada por hormônios e vitaminas; 

  • Degeneração: calcificação da matriz; 

  • Regeneração: pouco eficiente, exceto em crianças; 

  • Variedades: Hialina, elástica e fibrosa. 



    Características:
  • É uma forma especializada de tecido conjuntivo de consistência rígida;,
  • Contém condrócitos e abundante material extracelular que constitui a matriz;
  • As cavidades da matriz, ocupadas pelos condrócitos, são as chamadas lacunas;
  • Não possui vasos sanguíneos, sendo nutrido pelos capilares do conjuntivo envolvente (pericôndrio), nem vasos linfáticos e nervos;
  • As cartilagens que revestem as superfícies dos ossos nas articulações móveis não têm pericôndrio e recebem nutrientes do líquido sinovial das cavidades articulares.



     Funções:
  • Suporte de tecidos moles;
  • Reveste superfícies articulares, onde absorve choques;
  • Facilita o deslizamento dos ossos nas articulações;
  • É essencial pra a formação e o crescimento dos ossos longos, na vida intra-uterina e depois do nascimento;

     Tipos:


                 Cartilagem hialina

  • É o tipo mais freqüente encontrado no corpo humano;
  • Tem coloração branco-azulada e translúcida a fresco;
  • Forma o primeiro esqueleto do embrião;
  • No adulto, é encontrada na parede das fossas nasais, traquéia e brônquios, na extremidade ventral das costelas e recobrindo as superfícies articulares dos ossos longos;
  • É formada por fibrilas de colágeno tipo II associadas ao ácido hialurônico, proteoglicanas muito hidratadas e glicoproteínas;
  • O alto conteúdo de água de solvatação das moléculas de glicosaminoglicanas atua como um sistema de absorção de choques mecânicos;
  • É envolvida por uma camada de tecido conjuntivo denso, o pericôndrio, que é fonte de condrócitos para o crescimento e responsável pela nutrição, oxigenação e eliminação de refugos metabólicos de cartilagem e  também é rico em fibras de colágeno tipo I na parte superficial e mais rico em células à medida que se aproxima da cartilagem;
  • O crescimento da cartilagem pode ser intersticial, por divisão mitótica dos condrócitos preexistentes ou aposicional, que se faz a partir de células dos pericôndrio, que é a principal.
    Localização: 
    - Embrião – esqueleto cartilaginoso;            
    - Adultos – disco epifisário, fossas nasais, traquéia, brônquios, extremidade ventral das costelas e articulações dos ossos longos. 
    Matriz: 
    - Colágeno tipo II 


    Cartilagem elástica:

  • É encontrada no pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na tuba auditiva, na epiglote e na cartilagem cuneiforme da laringe;
  • Além de fibrilas de colágeno, possui uma abundante rede de fibras elásticas continuas com as do pericôndrio;
  • Tem coloração amarelada a fresco;
  • A coloração usada para examiná-la é a orceína;
  • O crescimento ocorre principalmente por aposição.
    Distribuição restrita 
    Ex: epiglote 
    MEC: Colágeno tipo II, elastina, pouca SFA 



    Cartilagem fibrosa:

  • É encontrada nos disco intervertebrais, nos pontos em que alguns tendões e ligamentos se inserem os ossos, e na sínfise pubiana;
  • Está sempre associada a conjuntivo denso;
  • Os condrócitos formam fileiras alongadas;
  • É acidófila, por conter grande quantidade de fibra colágena;
  • A substancia fundamental amorfa é escassa e limitada à proximidade das lacunas;
  • Na fibrocartilagem não existe pericôndrio.
   
  • Fibrocartilagem; 
  • Distribuição restrita 
  • Ex: disco intervertebral; 
  • MEC: colágeno tipo I, pouca SFA 



    Osteoartrites:

    - processo inflamatório das cartilagens hialinas articulares.- acima de 50 anos, obesidade, excesso de carga, “atletas de fim de semana”.- destruição da cartilagem com exposição do osso devido impactos e compressão excessiva.-não tem cura.