quinta-feira, 11 de abril de 2013

Polimiosite e dermatomiosite



A polimiosite é uma doença crônica do tecido conjuntivo caracterizada por inflamação com dor e degenerescência dos músculos; a dermatomiosite é semelhante à polimiosite, mas é acompanhada de inflamação da pele.
Estas doenças evoluem até uma incapacidade muscular, fraqueza e deterioração. A debilidade manifesta-se tipicamente nos ombros e nas ancas, mas pode afetar simetricamente os músculos de todo o corpo.
A polimiosite e a dermatomiosite manifestam-se quase sempre em adultos entre os 40 e os 60 anos, ou em crianças dos 5 aos 15 anos de idade. As mulheres têm o dobro de probabilidades dos homens de contrair estas doenças. Nos adultos, estas doenças podem aparecer de forma isolada ou fazer parte de outros problemas do tecido conjuntivo, como a doença mista do tecido conjuntivo.
A causa é desconhecida, embora seja possível que os vírus ou certas reações auto-imunes desempenhem um papel importante no desenvolvimento deste processo. O cancro também pode desencadear estas doenças (uma reação auto-imune contra o cancro pode também afetar uma substância componente dos músculos). Cerca de 15 % dos homens com mais de 50 anos que sofrem de polimiosite também tem cancro; em contrapartida, as mulheres que têm polimiosite são um pouco menos propensas ao cancro.
Sintomas
Os sintomas da polimiosite são semelhantes em todas as idades, mas a doença, em geral, desenvolve-se de maneira mais abrupta nas crianças do que nos adultos. Os sintomas, que podem começar durante ou imediatamente depois de uma infecção, incluem fraqueza muscular (particularmente nos braços, ancas e coxas), dor articular e muscular, fenômeno de Raynaud, erupção cutânea, dificuldade na deglutição, febre, cansaço e perda de peso.
A fraqueza muscular pode começar lentamente ou de maneira repentina e piorar ao longo de algumas semanas ou meses. Dado que os músculos próximos do centro do corpo são os mais afetados, tarefas como levantar os braços acima dos ombros, subir escadas e levantar-se de uma cadeira podem ser difíceis. Se os músculos do pescoço forem afetados, será quase impossível levantar a cabeça da almofada. A fraqueza nos ombros ou nas ancas pode confinar a pessoa a uma cadeira de rodas ou à cama. Os músculos lesados na parte superior do esófago causarão dificuldade para a deglutição dos alimentos e para a regurgitação dos mesmos. Contudo, os músculos das mãos, dos pés e da cara não são afetados.
Aparecem dores e inflamação das articulações em quase um terço das pessoas afetadas. A dor e o inchaço tendem a ser ligeiros. O fenômeno de Raynaud manifesta-se com muita frequência nas pessoas que sofrem de polimiosite juntamente com outras doenças do tecido conjuntivo.
A polimiosite não afeta, em geral, órgãos internos, excepto a garganta e o esófago. Contudo, pode afetar os pulmões, causando falta de ar e tosse. Também podem aparecer úlceras do estômago ou do intestino, que podem causar fezes sanguinolentas ou negras, com mais frequência em crianças que em adultos.
Na dermatomiosite, as erupções cutâneas tendem a aparecer ao mesmo tempo que os períodos de debilidade motora e outros sintomas. Pode aparecer na cara uma erupção cutânea de cor vermelho-escura (eritema heliotrópico), assim como um inchaço de cor vermelho-púrpura à volta dos olhos. Outro tipo de erupção cutânea, que pode ser escamosa, lisa ou em relevo, pode aparecer em qualquer parte do corpo, embora seja mais frequente nos nós dos dedos. A base das unhas pode ficar avermelhada. Quando as erupções cutâneas se desvanecem, pode-se manifestar uma pigmentação pardacenta, cicatrizes, ou manchas pálidas por despigmentação da pele.
Diagnóstico
Há certos critérios que são utilizados para estabelecer o diagnóstico: fraqueza muscular nos ombros ou nas ancas, erupção cutânea característica, aumento dos valores de certos enzimas musculares no sangue, alterações características no tecido examinado ao microscópio e anomalias na atividade eléctrica dos músculos, o que se mede com um instrumento chamado eletromiógrafo. Podem ser necessárias análises especiais sobre amostras do tecido muscular para afastar outras alterações que afetam os músculos.
Os exames laboratoriais são úteis, mas não podem identificar a polimiosite ou a dermatomiosite de forma específica. Os valores de certos enzimas musculares no sangue (como a creatinoquinase) são, com frequência, superiores ao normal, indicando uma lesão muscular. Estes enzimas medem-se periodicamente em amostras de sangue para controlar a doença. Em geral, esses valores voltam à normalidade (ou quase) com um tratamento eficaz. Podem ser necessários um exame físico e outros adicionais para determinar a possível presença de um cancro.
Tratamento e prognóstico
A restrição das atividades é útil na maior parte dos casos de inflamação muito intensa. Em geral, um corticosteroide (habitualmente prednisona) administrado por via oral em doses elevadas restabelece lentamente a força, alivia a dor e o edema, controlando desse modo a doença. Ao cabo de 4 a 6 semanas diminui-se a dose de forma gradual, quando os valores no sangue dos enzimas musculares voltarem aos números normais e se restabelecer a força muscular. A maioria dos adultos deve continuar com uma dose baixa de prednisona durante muitos anos, ou inclusive indefinidamente para evitar uma recidiva. No caso das crianças, o tratamento pode ser interrompido um ano depois sem que reapareçam os sintomas. Por vezes, a prednisona piora a doença ou então não surte qualquer efeito. Nestes casos administram-se medicamentos imunossupressores em lugar da prednisona ou além desta. Quando estes medicamentos são ineficazes, deve-se administrar gamaglobulina por via endovenosa (substância que contém grandes quantidades de diversos anticorpos).
Quando a polimiosite está associada com um cancro, em geral não responde bem à prednisona. Contudo, o estado do paciente melhora se o cancro for tratado com sucesso.
Por outro lado, existe risco de morte para os adultos com doença grave e progressiva, dificuldade na deglutição, desnutrição, pneumonia ou insuficiência respiratória.

Síndrome de Sjogren


O que é ?



Síndrome de Sjogren ou síndrome de Goujerot-Sjogren é uma desordem autoimune na qual as células imunes atacam e destroem as glândulas exócrinas que produzem lágrimas e saliva. 
A condição recebe o nome em homenagem ao oftalmologista sueco Henrik Sjögren (1899-1986), primeira pessoa a descrevê-la.
                     

A síndrome é também associada com distúrbios reumáticos como a artrite reumatoide e é positiva para fator reumatoide em 90% dos casos. Os sintomas-chave da síndrome de Sjogren são a boca seca (xerostomia) e olhos secos. Além disso, a síndrome de Sjogren pode causar secura da pele, nariz e vagina, podendo afetar outros órgãos do corpo, incluindo os rins, vasos sanguíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Nove em cada dez pessoas com a síndrome são mulheres e a idade média de início da síndrome é o final da quarta década de vida. No entanto, a síndrome pode ocorrer em todos as faixas etárias e em ambos os sexos. Estima-se que atinja 4 milhões de pessoas nos Estados Unidos, sendo no país a segunda doença reumática auto-imune mais comum.

Sinais e sintomas 
Os sintomas mais característicos são a secura da boca (xerostomia) e dos olhos (xeroftalmia). Adicionalmente poderá haver secura da pele, da mucosa nasal e vaginal. Outros órgãos afetados podem ser: rins, pulmões, fígado, pâncreas, cérebro e vasos sanguíneos. 


Tratamento 


Não há uma cura para a síndrome nem um tratamento específico para restaurar permanentemente a função secretora das glândulas. O tratamento, portanto, geralmente é sintomático e de suporte, com fármacos, lágrimas artificiais, corticosteroides, entre outros. Antiinflamatórios não-esteroides podem ser usados para tratar os sintomas musculoesqueléticos. 

                               

Prognóstico 


A síndrome pode lesar órgãos vitais do corpo com sintomas que podem se estabilizar ou piorar, mas a doença não sofre remissão, como outras doenças auto-imunes fazem. Algumas pessoas podem sofrer somente sintomas brandos de olhos e boca seca, enquanto outras podem apresentar sintomas de doença grave. Muitos pacientes são capazes de tratar os problemas sintomaticamente. Outros são forçados a lidar com visão embaçada, desconforto ocular constante, infecções orais recorrentes, glândulas parótidas inchadas, rouquidão e dificuldade em engolir e mastigar. Fadiga e dor articular debilitantes podem prejudicar seriamente a qualidade de vida. Alguns pacientes podem desenvolver comprometimento renal (nefrite tubulointersticial auto-imune) levando a proteinúria, defeitos na concentração urinária e acidose tubular renal distal. 

Epidemiologia 


A síndrome de Sjogren afeta 1-4 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Calcula-se que a doença afete 0,2% da população mundial. A maior parte das pessoas possui mais de 40 anos de idade no momento do diagnóstico. As mulheres possuem nove vezes mais chances de desenvolver a síndrome, em comparação com homens.


Bursite


O que é Bursite?

Bursite é a inflamação da bolsa cheia de líquido (bursa) que se localiza entre um tendão e a pele ou entre um tendão e o osso. A doença pode ser aguda ou crônica.
                                 

Causas

As bursas são cavidades cheias de líquido próximas a articulações, onde tendões ou músculos passam por cima de saliências ósseas. Elas auxiliam o movimento e reduzem o atrito entre as partes móveis.
A bursite pode ser causada pelo uso excessivo crônico de articulações, trauma, artrite reumatoide, gota ou infecção. Algumas vezes, a causa não pode ser determinada. A bursite ocorre normalmente nos ombros, joelhos, cotovelos e no quadril. Outras áreas também podem ser afetadas, como o tendão de Aquiles e os pés.
A inflamação crônica pode ocorrer com lesões ou ataques de bursite repetidos.

Sintomas de Bursite

Você pode notar:
  • Dor nas articulações e sensibilidade ao pressionar ao redor da articulação
  • Rigidez e dor ao mover a articulação afetada
  • Inchaço, calor ou vermelhidão na articulação
                            

Tratamento de Bursite

Seu médico poderá recomendar repouso temporário ou imobilização da articulação afetada.
Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno, podem aliviar a dor e a inflamação. A fisioterapia formal também pode ser útil.
Se a inflamação não responder ao tratamento inicial, poderá ser necessário extrair líquido da bursa e injetar corticoides. A cirurgia raramente é necessária.
Os exercícios na área afetada devem começar assim que cessar a dor. Se houver atrofia muscular (debilidade ou redução de tamanho), o médico poderá recomendar exercícios para fortalecimento e aumento da mobilidade.
A bursite causada por infecção é tratada com antibióticos. Algumas vezes, a bursa infectada deve ser drenada cirurgicamente.

Tuberculose Óssea


O que é?

A tuberculose óssea é uma doença causada peloBacilo de Koch que instala-se no osso causando sintomas como dor e inflamação que evolui para dificuldade no movimento e perda de massa óssea localizada. O tratamento inclui antibióticos e fisioterapia por longos períodos.

Diagnóstico da tuberculose óssea

Para o diagnóstico da tuberculose óssea o médico deverá pedir que se faça os exames deraio-x da área afetada que pode sugerir tuberculose óssea, mas isto nem sempre é percebido neste exame e por isso o médico poderá ainda solicitar outros como exame de sangue, de urina, a biópsia do osso para pesquisa do bacilo de Koch e os testes do HIV 1 e HIV 2 além do raio-x do tórax.  Geralmente o diagnóstico da tuberculose óssea é dado após a biópsia do osso.
                                                     

Sintomas da tuberculose óssea

Os sintomas da tuberculose óssea variam muito e tendem a agravar-se com o passar dos meses. Os sintomas mais comuns em caso de tuberculose óssea são:
  • inflamação local;
  • dor local que piora progressivamente;
  • dificuldade no movimento;
  • inchaço local;
  • fístulas ósseas (destruição do osso);
  • perda de peso significativa como por exemplo perder de 8 a 10 kg por ano, sem dieta ou exercício;
  • atrofia muscular;
  • febre baixa, até os 38º C que surge especialmente à noite;
  • suor noturno que chega a molhar o lençol.
As crianças apresentam ainda choro ou grito noturno causado pelo aumento da dor na região afetada durante a noite. Os ossos frequentemente mais atingidos são os da coluna e os da coxa.

Causas da tuberculose óssea

As causas da tuberculose óssea estão relacionadas à instalação do bacilo de Koch no osso, que pode ter penetrado no organismo através da respiração, chegou à corrente sanguínea e instalou-se no osso.
                                    

Tratamento para tuberculose óssea

O tratamento para tuberculose óssea inclui a toma de antibióticos por vários meses e fisioterapia, que pode ser útil para diminuir a dor e o desconforto gerado, aumentando livre movimentação das articulações e fortalecendo a musculatura. O tempo de tratamento geralmente é maior que 6 meses e há indivíduos que devem ser tratados por 18 meses a 2 anos.

Tuberculose óssea tem cura

A tuberculose óssea tem cura mas para alcançá-la deve-se tomar os medicamentos receitados pelo médico sempre na mesma hora, todos os dias, mesmo que os sintomas da doença tenham desaparecido antes.

Tuberculose óssea é contagiosa?

A tuberculose óssea não é contagiosa e por isso o indivíduo não precisa manter-se afastado dos outros.

Disostose


Causa desta patologia é sempre genética e afeta a visão, a audição e a respiração.
                            

Uma doença rara de origem genética e que pode gerar alterações em todos os sistemas do corpo, a Síndrome de Crouzon pode apresentar modificações como defeitos oculares, surdez de condução, a anadontia e deficiência mental leve. Esta patologia se caracteriza por apresentar este defeito congênito das suturas dos ossos do crânio, que só deveriam fechar após os oito anos de vida e, cujas crianças afetadas já nascem com uma sutura fechada.
“Pela incidência calculada no mundo de 16.5 casos por cada milhão de recém-nascidos, devem nascer no Brasil cerca de 50 casos por ano. Como esta doença é relacionada à idade paterna, com o atual deslocamento das faixas etárias com muitos homens tendo filhos mais tarde, pode estar se elevando este número da doença”, afirma o Dr. João Monteiro de Pina Neto, professor titular do departamento de genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

                            
A causa desta patologia é sempre genética e afeta a visão, a audição e a respiração. Esta enfermidade pode ser evidenciada desde intraútero por ultrasom, mas pode e deve ser detectada ao nascimento. Esta síndrome provoca um desbalanço entre o crescimento ósseo craniano e de partes moles (encefálico). “O mais importante é que as partes moles ficam com dificuldade de crescer, pois as suturas dos ossos estão fechadas e acaba havendo compressão do encéfalo e o aumento da pressão intracraniana, o que pode agravar a visão e a deficiência mental”, ressalta o especialista.
Outro fator que os pacientes portadores desta síndrome apresentam é a prevalência de anomalias dentárias. Mordidas cruzadas, falta de dentes completa ou parcial são indícios da doença. O diagnóstico pode ser feito através da tomografia computadorizada com janela óssea para exame detalhado dos ossos e suturas da cabeça e também pelo diagnóstico da cranioestenose que deve ser feito antes da criança completar um ano de idade, “depois já haverá consequências irreversíveis clínicas da compressão do encéfalo”, completa o professor.

                           

     


Sintomas 
Dentre as dificuldades afetadas por um paciente com essa síndrome, destacam-se problemas mentais, em que o QI é muito abaixo do normal, problemas visuais, problemas auditivos, respiratórios, digestórios (relacionados à mastigação), cardíacos, morfológicos, anatômicos e de comunicação (relacionados à fala). Além disso, os portadores dessa doença sofrem com o déficit de atenção, dificuldade de aprendizado e alteração comportamental.


Tratamento e cuidados
Segundo o Dr. João Monteiro de Pina Neto, o tratamento é sempre cirúrgico e feito por um neurocirurgião. “Este procedimento tem como objetivo abrir as suturas para que o encéfalo possa crescer”, diz o especialista, acrescentando que todos os profissionais envolvidos, por exemplo, pediatras, neuropediatras e geneticistas clínicos devem estar atentos para este diagnóstico.

Esclerose Sistêmica


Descrição
A esclerose sistêmica ou esclerodermia é uma doença reumática auto-imune, ou seja, o organismo passa a produzir anticorpos que atacam as próprias células da pessoa afetada. Paralelamente à produção desses anticorpos acontece uma produção exagerada de tecidos fibrosos. Ocorrem também alterações dos vasos sanguíneos, principalmente nos capilares, que levam a um déficit crônico de oxigênio e nutrientes nos tecidos.
A esclerose sistêmica não é uma doença transmissível pelo contado e também não há evidências de transmissão de pais para filhos. É extremamente importante que o paciente e seus familiares sejam muito bem informados a respeito de todos os aspectos da doença, para que todos os cuidados relativos ao tratamento e à reabilitação sejam seguidos à risca.


Quais são os órgãos são afetados?
Tanto a fibrose quanto as alterações vasculares da esclerose sistêmica podem afetar qualquer órgão do corpo, principalmente a pele, as articulações, o esôfago, os intestinos, os pulmões, os rins e o coração.

Quais são as causas da doença?
A causa da esclerose sistêmica é desconhecida. Algumas pesquisas recentes demostraram que a troca de células entre mãe e feto durante a gestação poderia causar a doença em algumas pessoas. Porém, esse fato não explica a totalidade dos casos.

Quais são os sintomas da doença?
O Fenômeno de Raynaud costuma ser o primeiro sintoma da doença. Consiste em episódios de palidez e/ou arroxeamento das mãos e eventualmente dos pés, causados pelo frio ou por estresse emocional.
Deve-se salientar que esse é um sintoma muito comum, que acomete até 10% da população, e na maioria dos casos não tem qualquer significado clínico, sendo apenas um distúrbio funcional benigno. Ele pode se apresentar isoladamente por anos, antes que surja qualquer outro sintoma. Esse é o melhor momento para o diagnóstico da doença.
Após um tempo variável do início do Fenômeno de Raynaud, costuma ocorrer inchaço das mãos, dores nas articulações e a pele dos dedos começa a ficar dura e espessa.
O quadro cutâneo pode progredir para os antebraços, pernas e face na forma limitada da Esclerose Sistêmica, ou acometer também o tronco e o abdome na forma difusa.
Em torno de 5% dos pacientes, pode não haver nenhum acontecimento cutâneo, ocorrendo apenas o envolvimento dos órgãos internos.
Outro sintoma freqüente e precoce é a dificuldade de deglutição (causada pelo comprometimento do esôfago), inicialmente para alimentos sólidos e farináceos, e depois também para alimentos pastosos e líquidos. Geralmente, o paciente diz que consegue engolir a comida mas ela "entala" nas porções mais baixas do esôfago.
Outras vezes, ocorre o chamado refluxo gastroesofageano, onde a pessoa refere azia intensa e regurgitação de líquido gástrico para a boca, podendo apresentar também rouquidão e acessos de tosse com sensação de "engasgo".
As alterações pulmonares são muito importantes na Esclerose Sistêmica, apresentando-se em geral como tosse e falta de ar, que podem ser progressivas e devem ser prontamente investigadas e tratadas.

Quais são as conseqüência da doenças?
A Esclerose Sistêmica é uma doença espectral, pode ocorrer de modo leve e benigno, com alterações orgânicas discretas, ou apresentar-se em graus progressivos de agressividade, onde o acometimento renal e principalmente o pulmonar poderiam ocasionar a morte. A lesão cutânea, além de causar dano estético acentuado, pode levar a graus variáveis de limitação das atividades da vida diária.

ESCORBUTO


O que é:

O escorbuto é uma doença causada pela falta grave de vitamina C, doença caracterizada pela degeneração de tecido conjuntivo, no organismo que manifesta-se através de sintomas como o sangramento fácil da gengiva ao escovar os dentes e difícil cicatrização, e o seu tratamento é feito com a toma de vitamina C.
                                       

Sintomas do escorbuto

Adultos:

  • sangramento fácil da pele e da gengiva;
  • dificuldade na cicatrização de feridas;
  • cansaço;
  • palidez;
  • perda do apetite;
  • deformidades e quedas dentárias;
  • pequenas hemorragias;
  • dor muscular;
  • dor nas articulações.

Bebês:

  • irritabilidade;
  • dor nas pernas ao ponto de não querer movimentá-las pode gerar a posição de perna de rã;
  • perda de apetite/dificuldade em ganhar peso.
Estes sintomas têm início de 3 a 6 meses após a interrupção do consumo dos alimentos ricos em vitamina C e raramente ocorrem em recém nascidos.

                                  

Causa do escorbuto

A causa do escorbuto é a falta de vitamina C no organismo. A falta desta vitamina prejudica a formação de colágeno, que sustenta a pele, ligamentos e cartilagens, e de sulfato de condroitina, que juntos geram os sinais e sintomas típicos da doença.
O escorbuto de rebote pode ocorrer quando o indivíduo toma doses excessivas de vitamina C e depois pára repentinamente.

Diagnóstico de escorbuto

O diagnóstico do escorbuto é feito após examinar o indivíduo e rever hábitos alimentares. Pode-se comprovar a doença ao observar ao raio-x sinais como osteoporose generalizada, linha escorbútica ou de Fraenkel, sinal do halo ou do anel de Wimberger e zona de trummerfeld. Rosário costal e esporão de Pelkan também podem indicar o escorbuto.

Tratamento do escorbuto

O tratamento para escorbuto é feito com a suplementação de 300 a 500mg de vitamina C por dia.
Um bom tratamento caseiro para o escorbuto é aumento da ingestão de alimentos fonte de vitamina C como acerola, morango, abacaxi, laranja, limão, aipo, pimentão vermelho e outros. Recomenda-se tomar de 90 a 120ml de suco de laranja ou de tomate maduro acabados de fazer, todos os dias, por vários meses.

Prevenção do escorbuto

Como forma de prevenção do escorbuto indica-se o consumo de 25 a 50mg de vitamina C por dia.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Divisão do tecido ósseo



                 Osso compacto (denso)
                 Osso esponjoso (lacunar/reticulado)
Diferenças:
                         

Compacto
Esponjoso
Espaços Medulares
Praticamente não tem
Muito Amplos
Trabéculas
-------------
Várias – Aspecto Poroso
Canais
Volkmann e Havers
--------------
Capacidade Regenerar
Sim
Sim

Canais de Volkmann: perpendiculares ao osso
                                   Levam os vasos sangüíneos
Canais de Havers: paralelos ao osso
                              nas diáfises
                             
     
 Histogênese do tecido ósseo:
                Ossificação intramembranosa
                Ossificação endocondral








 Curiosidades

          O hormônio de crescimento (GH) age no osso aumentando a atividade e o número de unidades de remodelação óssea, aumentando a formação óssea via osteoblastos, aumentando a espessura de ossos por toda a vida e aumentando a espessura de ossos das mãos e dos pés, e ossos membranosos (mandíbula, ossos do crânio, arcos supra-orbitários, nariz,...).



Esclerodermia


                                 24.15-discapacidad
Esclerodermia é uma doença inflamatória crônica do tecido conjuntivo, ligada a fatores autoimunes. Sua principal característica é o endurecimento (esclero) da pele (dermia), que se torna mais espessa, brilhante e escura nas áreas afetadas.
A enfermidade é mais frequente nas mulheres e pode ser classificada em esclerodermia localizada, ou em placas, e esclerodermia sistêmica.
A localizada é mais comum em crianças. As lesões aparecem em pequenas áreas da epiderme e nos tecidos abaixo delas. De acordo com o aspecto, é chamada de morféa (manchas) ou linear (em faixas). Raramente evolui para a esclerose sistêmica.
Na forma sistêmica, a doença agride não só a pele, mas também os pulmões, rins, esôfago, vasos sanguíneos, articulações, estruturas nas quais pode provocar fibrose.
Não se conhece a causa dessa doença considerada reumatológica, que não é contagiosa nem hereditária, apesar de terem sido registrados casos em pessoas da mesma família. Existem hipóteses sem confirmação de que alguns fatores, como temperatura baixa, estresse, exposição a produtos químicos e a toxinas resultantes de infecção por vírus e bactérias possam desencadear o processo.


Esclerodermia
Cara com pouca expressividade, limitação da abertura bocal e aparecimento de sulcos peribocais abundantes. 

Sintomas
Os sintomas iniciais mais habituais são o espessamento e inchaço das pontas dos dedos. É também frequente a doença de Raynaud  caracterizada por palidez e formigueiro nos dedos, por vezes com franco entorpecimento, em resposta ao frio ou a uma perturbação emocional. Os dedos tornam-se azuis (cianóticos) à medida que aquecem. Os sintomas precoces são frequentemente acompanhados por dores e achaques em várias articulações. Os primeiros sintomas de esclerodermia são, por vezes, acidez, dificuldade em deglutir e insuficiência respiratória; embora, em geral, apareçam mais tarde como consequência de uma lesão do esófago, do coração e dos pulmões.
A esclerodermia pode prejudicar zonas extensas da pele ou apenas dos dedos (esclerodactilia). Enquanto a doença evolui, a pele torna-se tensa, brilhante e mais escura; a do rosto estica-se, resultando daí uma incapacidade em mudar de expressão, como se trouxesse uma máscara. Aparecem veias com forma de aranha (telangiectasia) nos dedos, no peito, no rosto, nos lábios e na língua. Podem desenvolver-se tumefacções compostas de cálcio nos dedos, em outras zonas ósseas ou nas articulações.
Muitas vezes escuta-se um som áspero quando os tecidos inflamados roçam entre si, particularmente nos joelhos e por baixo destes. Os dedos, os pulsos e os cotovelos podem sofrer um processo de flexão progressiva devido ao espessamento da pele. Também podem ocorrer feridas nas pontas dos dedos e nos nós dos dedos.
                                   

As cicatrizes afetam com frequência a extremidade inferior do esófago (o canal que liga a boca ao estômago), pelo que é dificultada a passagem dos alimentos para o estômago. Finalmente, desenvolve-se uma dificuldade na deglutição e há acidez na maioria dos indivíduos com esclerodermia. O crescimento de células anormais no esófago (síndroma de Barrett) aparece em quase um terço dos doentes, aumentando o risco de obstrução do esófago ou de cancro. A lesão nos intestinos pode interferir com a absorção dos alimentos (má absorção) e causar perdas de peso. O sistema de drenagem do fígado pode ser obstruído pelas cicatrizes do tecido (cirrose biliar), provocando lesões do fígado e icterícia.
A esclerodermia pode causar uma acumulação de tecido cicatricial nos pulmões, reduzindo desse modo a função respiratória durante o exercício físico. Também pode causar muitos e graves problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca e perturbações do ritmo.
A esclerodermia pode provocar uma doença renal grave, cujo primeiro sintoma é, em geral, um aumento da pressão arterial repentina e progressiva. A pressão arterial elevada é um sinal de alarme, embora habitualmente possa ser controlada por meio de tratamento.
síndrome CREST, também chamada esclerose cutânea limitada (esclerodermia), e em geral uma forma menos grave da doença já que é menos propensa a causar lesões importantes nos órgãos internos. CREST é uma sigla formada a partir das iniciais dos sintomas que caracterizam esta doença: cálcio depositado na pele e em todo o corpo, fenômeno de Raynaud, disfunção do esófago, esclerodactilia (lesões da pele dos dedos) e telangiectasia (veias em forma de aranha). A lesão da pele limita-se aos dedos. As pessoas que sofrem da síndroma CREST podem desenvolver hipertensão pulmonar, o que pode provocar insuficiência cardíaca e respiratória.
Diagnóstico
O médico apoia o diagnóstico de esclerodermia nas mudanças características na pele e nos órgãos internos. Os sintomas podem coexistir com os de outras doenças do tecido conjuntivo, mas a sua configuração é habitualmente característica. Os exames laboratoriais por si sós não podem identificar a doença, já que tanto os resultados como os sintomas variam enormemente entre as diferentes pessoas que dela sofrem. Contudo, as análises para detectar o anticorpo anticentrómero (parte de um cromossoma) podem ajudar a distinguir a esclerodermia cutânea limitada da forma mais generalizada.
Prognóstico e tratamento
O curso da esclerodermia é variável e imprevisível. Por vezes piora rapidamente, podendo originar a morte. Outras vezes, afeta apenas a pele durante décadas antes de afetar os órgãos internos, embora seja quase inevitável uma qualquer forma de lesão dos órgãos internos (como o esófago), inclusive na síndroma CREST. O prognóstico é pior para aqueles que apresentam sintomas precoces de problemas cardíacos, pulmonares ou renais.
Nenhum medicamento pode interromper a progressão da esclerodermia. Contudo, podem ser aliviados alguns dos sintomas e reduzida a lesão dos órgãos. Os medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINE) ou, por vezes, os corticosteroides, ajudam a aliviar a fraqueza e as dores musculares e articulares intensas. A penicilamina atrasa a velocidade de espessamento da pele e pode atrasar a implicação de órgãos internos adicionais, embora algumas pessoas não tolerem os seus efeitos secundários. Os medicamentos imunossupressores como o metotrexato podem ser úteis em alguns casos.
A acidez pode ser aliviada com uma dieta fraccionada (comer várias vezes por dia em pequenas quantidades), tomando antiácidos e anti-histamínicos que inibam a produção de ácido do estômago. É aconselhável dormir com a cabeceira da cama elevada. Por outro lado, a cirurgia pode corrigir por vezes problemas importantes de regurgitação do ácido do estômagoassim como dilatar as zonas apertadas do esófago. A tetraciclina ou outros antibióticos podem contribuir para a prevenção da má absorção intestinal causada pelo aumento exagerado de bactérias no intestino lesado. A nifedipina pode aliviar os sintomas do fenômeno de Raynaud, mas também pode aumentar a regurgitação do ácido. Os medicamentos anti-hipertensores, sobretudo os inibidores do enzima conversor da angiotensina (IECA), são úteis no tratamento de doença renal e da pressão arterial elevada.
A terapia física e o exercício podem ajudar a manter a força dos músculos, mas não podem impedir a rigidez das articulações em posição de flexão.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

OSTEOPOROSE

                


O que é Osteoporose?

Osteoporose significa osso poroso, ou seja, é a descalcificação progressiva dos ossos que se tornam frágeis. É uma doença na qual ocorre diminuição da massa óssea e piora da qualidade do osso, que se torna mais frágil. Quanto maior essa fragilidade, maior é o risco de uma fratura. Embora a ocorrência seja maior no sexo feminino, os homens também podem ter a doença, que se torna mais frequente com o envelhecimento. Os ossos crescem até os 20 anos. A partir daí, a densidade aumenta até os 35 anos e começa a perda de massa progressivamente - ou osteoporose. O processo é mais rápido nas mulheres, principalmente após a menopausa.

Causas

Existem várias causas para a osteoporose. As principais são: - Menopausa ;- Idade avançada; História familiar de osteoporose; Constituição física magra; É mais frequente na raça branca e em asiáticas; Baixa ingestão de cálcio, ter diabetes, falta de exposição à luz solar, pouca atividade física, hábito de fumar, consumo de álcool, café ou doenças crônicas.

Perguntas frequentes


1 - Quem não gosta de leite apresenta maior risco de ter osteoporose?

Não. Uma das dicas de prevenção da doença é preocupar-se com a ingestão mínima de cálcio necessário para manter os ossos saudáveis. São recomendados 1.200 mg por dia. Para quem não gosta de leite, é só recorrer a outros laticínios, como queijo.

2 - A osteoporose não tem cura e não pode ser tratada?

A osteoporose não tem cura, mas o tratamento deve ser feito por médicos especializados, capazes de dar orientações sobre medicamentos que estabilizam o quadro da doença ou melhoram o problema. Isso significa evitar maiores complicações e reduzir significantemente o risco de fraturas.

3 - Quem tem osteoporose não pode praticar atividade física?

Pelo contrário. Praticar exercícios físicos é essencial. Nesse caso, os exercícios devem ter impacto mínimo. Caminhada é a atividade mais recomendada.

5 - A osteoporose é uma doença feminina?

Mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois têm os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa. No entanto, homens com deficiência alimentar de cálcio e vitaminas estão sujeitos à doença. Inclusive, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) criou o Programa de Osteoporose Masculina (PROMA), desde março de 2004, com o objetivo de quantificar as vítimas da doença para tratá-las e estudar a sua incidência.

6 - A osteoporose é hereditária?

Não significa dizer que, se o histórico familiar é favorável à osteoporose, todos vão desenvolver a doença. Mas é importante, sim, identificar se os pais são portadores de osteoporose. Em caso positivo, deve-se manter cuidado redobrado na prevenção da doença. Explicação: a vitamina D é mais eficiente na absorção do cálcio em algumas pessoas do que em outras e essa característica é hereditária. Descendentes de pessoas que têm menor capacidade de absorção do cálcio no organismo e que apresentaram osteoporose quando adultas têm maior probabilidade de apresentar a doença. Mas nada que bons hábitos alimentares não possam mudar este quadro.