quarta-feira, 10 de abril de 2013

Divisão do tecido ósseo



                 Osso compacto (denso)
                 Osso esponjoso (lacunar/reticulado)
Diferenças:
                         

Compacto
Esponjoso
Espaços Medulares
Praticamente não tem
Muito Amplos
Trabéculas
-------------
Várias – Aspecto Poroso
Canais
Volkmann e Havers
--------------
Capacidade Regenerar
Sim
Sim

Canais de Volkmann: perpendiculares ao osso
                                   Levam os vasos sangüíneos
Canais de Havers: paralelos ao osso
                              nas diáfises
                             
     
 Histogênese do tecido ósseo:
                Ossificação intramembranosa
                Ossificação endocondral








 Curiosidades

          O hormônio de crescimento (GH) age no osso aumentando a atividade e o número de unidades de remodelação óssea, aumentando a formação óssea via osteoblastos, aumentando a espessura de ossos por toda a vida e aumentando a espessura de ossos das mãos e dos pés, e ossos membranosos (mandíbula, ossos do crânio, arcos supra-orbitários, nariz,...).



Esclerodermia


                                 24.15-discapacidad
Esclerodermia é uma doença inflamatória crônica do tecido conjuntivo, ligada a fatores autoimunes. Sua principal característica é o endurecimento (esclero) da pele (dermia), que se torna mais espessa, brilhante e escura nas áreas afetadas.
A enfermidade é mais frequente nas mulheres e pode ser classificada em esclerodermia localizada, ou em placas, e esclerodermia sistêmica.
A localizada é mais comum em crianças. As lesões aparecem em pequenas áreas da epiderme e nos tecidos abaixo delas. De acordo com o aspecto, é chamada de morféa (manchas) ou linear (em faixas). Raramente evolui para a esclerose sistêmica.
Na forma sistêmica, a doença agride não só a pele, mas também os pulmões, rins, esôfago, vasos sanguíneos, articulações, estruturas nas quais pode provocar fibrose.
Não se conhece a causa dessa doença considerada reumatológica, que não é contagiosa nem hereditária, apesar de terem sido registrados casos em pessoas da mesma família. Existem hipóteses sem confirmação de que alguns fatores, como temperatura baixa, estresse, exposição a produtos químicos e a toxinas resultantes de infecção por vírus e bactérias possam desencadear o processo.


Esclerodermia
Cara com pouca expressividade, limitação da abertura bocal e aparecimento de sulcos peribocais abundantes. 

Sintomas
Os sintomas iniciais mais habituais são o espessamento e inchaço das pontas dos dedos. É também frequente a doença de Raynaud  caracterizada por palidez e formigueiro nos dedos, por vezes com franco entorpecimento, em resposta ao frio ou a uma perturbação emocional. Os dedos tornam-se azuis (cianóticos) à medida que aquecem. Os sintomas precoces são frequentemente acompanhados por dores e achaques em várias articulações. Os primeiros sintomas de esclerodermia são, por vezes, acidez, dificuldade em deglutir e insuficiência respiratória; embora, em geral, apareçam mais tarde como consequência de uma lesão do esófago, do coração e dos pulmões.
A esclerodermia pode prejudicar zonas extensas da pele ou apenas dos dedos (esclerodactilia). Enquanto a doença evolui, a pele torna-se tensa, brilhante e mais escura; a do rosto estica-se, resultando daí uma incapacidade em mudar de expressão, como se trouxesse uma máscara. Aparecem veias com forma de aranha (telangiectasia) nos dedos, no peito, no rosto, nos lábios e na língua. Podem desenvolver-se tumefacções compostas de cálcio nos dedos, em outras zonas ósseas ou nas articulações.
Muitas vezes escuta-se um som áspero quando os tecidos inflamados roçam entre si, particularmente nos joelhos e por baixo destes. Os dedos, os pulsos e os cotovelos podem sofrer um processo de flexão progressiva devido ao espessamento da pele. Também podem ocorrer feridas nas pontas dos dedos e nos nós dos dedos.
                                   

As cicatrizes afetam com frequência a extremidade inferior do esófago (o canal que liga a boca ao estômago), pelo que é dificultada a passagem dos alimentos para o estômago. Finalmente, desenvolve-se uma dificuldade na deglutição e há acidez na maioria dos indivíduos com esclerodermia. O crescimento de células anormais no esófago (síndroma de Barrett) aparece em quase um terço dos doentes, aumentando o risco de obstrução do esófago ou de cancro. A lesão nos intestinos pode interferir com a absorção dos alimentos (má absorção) e causar perdas de peso. O sistema de drenagem do fígado pode ser obstruído pelas cicatrizes do tecido (cirrose biliar), provocando lesões do fígado e icterícia.
A esclerodermia pode causar uma acumulação de tecido cicatricial nos pulmões, reduzindo desse modo a função respiratória durante o exercício físico. Também pode causar muitos e graves problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca e perturbações do ritmo.
A esclerodermia pode provocar uma doença renal grave, cujo primeiro sintoma é, em geral, um aumento da pressão arterial repentina e progressiva. A pressão arterial elevada é um sinal de alarme, embora habitualmente possa ser controlada por meio de tratamento.
A síndrome CREST, também chamada esclerose cutânea limitada (esclerodermia), e em geral uma forma menos grave da doença já que é menos propensa a causar lesões importantes nos órgãos internos. CREST é uma sigla formada a partir das iniciais dos sintomas que caracterizam esta doença: cálcio depositado na pele e em todo o corpo, fenômeno de Raynaud, disfunção do esófago, esclerodactilia (lesões da pele dos dedos) e telangiectasia (veias em forma de aranha). A lesão da pele limita-se aos dedos. As pessoas que sofrem da síndroma CREST podem desenvolver hipertensão pulmonar, o que pode provocar insuficiência cardíaca e respiratória.
Diagnóstico
O médico apoia o diagnóstico de esclerodermia nas mudanças características na pele e nos órgãos internos. Os sintomas podem coexistir com os de outras doenças do tecido conjuntivo, mas a sua configuração é habitualmente característica. Os exames laboratoriais por si sós não podem identificar a doença, já que tanto os resultados como os sintomas variam enormemente entre as diferentes pessoas que dela sofrem. Contudo, as análises para detectar o anticorpo anticentrómero (parte de um cromossoma) podem ajudar a distinguir a esclerodermia cutânea limitada da forma mais generalizada.
Prognóstico e tratamento
O curso da esclerodermia é variável e imprevisível. Por vezes piora rapidamente, podendo originar a morte. Outras vezes, afeta apenas a pele durante décadas antes de afetar os órgãos internos, embora seja quase inevitável uma qualquer forma de lesão dos órgãos internos (como o esófago), inclusive na síndroma CREST. O prognóstico é pior para aqueles que apresentam sintomas precoces de problemas cardíacos, pulmonares ou renais.
Nenhum medicamento pode interromper a progressão da esclerodermia. Contudo, podem ser aliviados alguns dos sintomas e reduzida a lesão dos órgãos. Os medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINE) ou, por vezes, os corticosteroides, ajudam a aliviar a fraqueza e as dores musculares e articulares intensas. A penicilamina atrasa a velocidade de espessamento da pele e pode atrasar a implicação de órgãos internos adicionais, embora algumas pessoas não tolerem os seus efeitos secundários. Os medicamentos imunossupressores como o metotrexato podem ser úteis em alguns casos.
A acidez pode ser aliviada com uma dieta fraccionada (comer várias vezes por dia em pequenas quantidades), tomando antiácidos e anti-histamínicos que inibam a produção de ácido do estômago. É aconselhável dormir com a cabeceira da cama elevada. Por outro lado, a cirurgia pode corrigir por vezes problemas importantes de regurgitação do ácido do estômago, assim como dilatar as zonas apertadas do esófago. A tetraciclina ou outros antibióticos podem contribuir para a prevenção da má absorção intestinal causada pelo aumento exagerado de bactérias no intestino lesado. A nifedipina pode aliviar os sintomas do fenômeno de Raynaud, mas também pode aumentar a regurgitação do ácido. Os medicamentos anti-hipertensores, sobretudo os inibidores do enzima conversor da angiotensina (IECA), são úteis no tratamento de doença renal e da pressão arterial elevada.
A terapia física e o exercício podem ajudar a manter a força dos músculos, mas não podem impedir a rigidez das articulações em posição de flexão.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

OSTEOPOROSE

                


O que é Osteoporose?

Osteoporose significa osso poroso, ou seja, é a descalcificação progressiva dos ossos que se tornam frágeis. É uma doença na qual ocorre diminuição da massa óssea e piora da qualidade do osso, que se torna mais frágil. Quanto maior essa fragilidade, maior é o risco de uma fratura. Embora a ocorrência seja maior no sexo feminino, os homens também podem ter a doença, que se torna mais frequente com o envelhecimento. Os ossos crescem até os 20 anos. A partir daí, a densidade aumenta até os 35 anos e começa a perda de massa progressivamente - ou osteoporose. O processo é mais rápido nas mulheres, principalmente após a menopausa.

Causas

Existem várias causas para a osteoporose. As principais são: - Menopausa ;- Idade avançada; História familiar de osteoporose; Constituição física magra; É mais frequente na raça branca e em asiáticas; Baixa ingestão de cálcio, ter diabetes, falta de exposição à luz solar, pouca atividade física, hábito de fumar, consumo de álcool, café ou doenças crônicas.

Perguntas frequentes


1 - Quem não gosta de leite apresenta maior risco de ter osteoporose?

Não. Uma das dicas de prevenção da doença é preocupar-se com a ingestão mínima de cálcio necessário para manter os ossos saudáveis. São recomendados 1.200 mg por dia. Para quem não gosta de leite, é só recorrer a outros laticínios, como queijo.

2 - A osteoporose não tem cura e não pode ser tratada?

A osteoporose não tem cura, mas o tratamento deve ser feito por médicos especializados, capazes de dar orientações sobre medicamentos que estabilizam o quadro da doença ou melhoram o problema. Isso significa evitar maiores complicações e reduzir significantemente o risco de fraturas.

3 - Quem tem osteoporose não pode praticar atividade física?

Pelo contrário. Praticar exercícios físicos é essencial. Nesse caso, os exercícios devem ter impacto mínimo. Caminhada é a atividade mais recomendada.

5 - A osteoporose é uma doença feminina?

Mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois têm os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa. No entanto, homens com deficiência alimentar de cálcio e vitaminas estão sujeitos à doença. Inclusive, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) criou o Programa de Osteoporose Masculina (PROMA), desde março de 2004, com o objetivo de quantificar as vítimas da doença para tratá-las e estudar a sua incidência.

6 - A osteoporose é hereditária?

Não significa dizer que, se o histórico familiar é favorável à osteoporose, todos vão desenvolver a doença. Mas é importante, sim, identificar se os pais são portadores de osteoporose. Em caso positivo, deve-se manter cuidado redobrado na prevenção da doença. Explicação: a vitamina D é mais eficiente na absorção do cálcio em algumas pessoas do que em outras e essa característica é hereditária. Descendentes de pessoas que têm menor capacidade de absorção do cálcio no organismo e que apresentaram osteoporose quando adultas têm maior probabilidade de apresentar a doença. Mas nada que bons hábitos alimentares não possam mudar este quadro.



domingo, 7 de abril de 2013

Patologias do Tecido Cartilaginoso

         tecido-cartilaginoso, H&E 40x.
                   Cartilagem hialina H&E 100x.



Artrose

A artrose é uma doença articular mais frequente e a cartilagem é o tecido inicialmente alterado. É um processo degenerativo que produz dano progressivos na cartilagem das articulações, bem como a desintegração de suas superfícies ósseas.
A cartilagem é formada por células especializadas (denominadas condrócitos) e uma matriz  intercelular produzidas por essas células, formadas por fibras de colágeno rodeadas de ácido hialurônico. As características biomecânicas do tecido cartilaginoso dependem das fibras de colágeno. O ácido hialurônico é responsável pela elasticidade da cartilagem e pela sua capacidade para suportar pesos. A causa da artrose primárias é a alteração da função normal dos condrócitos. A degeneração dos condrócitos produz a liberação de enzimas que geram a inflamação. Na artrose secundária, o fator que inicia esse círculo vicioso de destruição e degeneração do tecido cartilaginoso geralmente é uma doença (infecção, doença de Paget), feridas, traumatismos ou o uso forçado de alguma articulação.
As manifestações da artrose via de regra, aparecem de maneira gradativa e afetam, principalmente, as articulações que devem suportar os pesos maiores. è comum que afete as articulações dos dedos e das vértebras (cervicais lombares, mais comumente). Nas fases mais avançadas, a doença apresenta dor e certo nível de rigidez, que melhora quando a articulação afetada entra em movimento. Sob o ponto de vista clínico e radiológico, a fase mais avançada desse doença provoca, além de dor e rigidez, notável deformação da articulação.
É muito importante realizar o diagnóstico diferencial em decorrência das causas que produzem artrose, pois das mesmas dependerá o tratamento.
Para aliviar a dor, pode-se utilizar analgésicos ou anti-inflamatórios não esteróides (aspirina, ibuprofeno, etc.). Em determinados casos, pode ser feito tratamento local comn corticóides na articulação comprometida. Recomenda-se manter a mobilidade das articulações com exercícios que também fortaleçam os músculos da área. A aplicação de calor também é útil para aliviar a dor produzida pela artrose. Quando as dores são muito intensas e não podem ser controladas com a medicação, deve ser aplicado um procedimento cirúrgico.


Artrite

A palavra artrite significa inflamação das articulações; entretanto, frequentemente é utilizada para denominar mais de cem doenças reumáticas. Essas doenças não só afetam as articulações; também acometem outros tecidos conectivos que formam as estruturas de suporte de organismo: músculos, tendões e ligamentos, bem como as membranas protetoras que recobrem órgãos internos.
Cada uma dessas doenças tem diferentes causas, prognósticos e possibilidades de recuperação. Uma das mais comuns é a artrite reumatoide, a forma mais complexa das doenças reumáticas e aquela que maiores danos produz nas articulações, principalmente da mão. Outra doença reumática é a artrose, que afeta a cartilagem  do joelho, das cadeiras e da coluna vertebral. Outras doenças reumáticas que provocam artrite são a esclerodermia, a síndrome de Sjögren, a síndrome de Reiter, a polimialgia reumática, a gota, a espondilite anquilosante, o lupus eritematoso sistêmico e a doença de Lyme.




       

Anemia Falciforme




Anemia falciforme é uma doença hereditária (passa dos pais para os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo. Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda.


Sintomas

A anemia falciforme pode se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns sintomas leves, outros apresentam um ou mais sinais. Os sintomas geralmente aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.
Crise de dor: é o sintoma mais freqüente da doença falciforme causado pela obstrução de pequenos vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em forma de foice. A dor é mais frequente nos ossos e nas articulações, podendo, porém atingir qualquer parte do corpo, inclusive mãos e pés. Essas crises têm duração variável e podem ocorrer várias vezes ao ano. Geralmente são associadas ao tempo frio, infecções, período pré-menstrual, problemas emocionais, gravidez ou desidratação;
Icterícia (cor amarela nos olhos e pele): é o sinal mais frequente da doença. O quadro não é contagioso e não deve ser confundido com hepatite. Quando o glóbulo vermelho se rompe, aparece um pigmento amarelo no sangue que se chama bilirrubina, fazendo com que o branco dos olhos e a pele fiquem amarelos;
Infecções: as pessoas com doença falciforme têm maior propensão a infecções e, principalmente as crianças podem ter mais pneumonias e meningites. Por isso elas devem receber vacinas especiais para prevenir estas complicações. Ao primeiro sinal de febre deve-se procurar o hospital onde é feito o acompanhamento da doença. Isto certamente fará com que a infecção seja controlada com mais facilidade;
Sequestro do Sangue no Baço: o baço é o órgão que filtra o sangue. Em crianças com anemia falciforme, o baço pode aumentar rapidamente por sequestrar todo o sangue e isso pode levar rapidamente à morte por falta de sangue para os outros órgãos, como o cérebro e o coração. É uma complicação da doença que envolve risco de vida e exige tratamento emergencial.
Diagnóstico
A detecção é feita através do exame eletroforese de hemoglobina. O teste do pezinho, realizado gratuitamente antes do bebê receber alta da maternidade, proporciona a detecção precoce de hemoglobinopatias, como a anemia falciforme. Para os que não fizeram o teste do pezinho, existem o teste de afoiçamento e o teste da mancha, como exames de triagem, e a eletroforese de hemoglobina, como exame confirmatório.


Tratamento
Quando descoberta a doença, o bebê deve ter acompanhamento médico adequado baseado num programa de atenção integral. Nesse programa, os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento da anemia falciforme para orientar a família e o doente a descobrir rapidamente os sinais de gravidade da doença, a tratar adequadamente as crises e a praticar medidas para sua prevenção. A equipe é formada por médicos, enfermeiras, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas, etc. Além disso, as crianças devem ter seu crescimento e desenvolvimento acompanhados, como normalmente é feito com todas as outras crianças que não têm a doença.





Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia desenvolveram um tratamento contra doenças nos ossos com a aplicação das células-tronco. A Webtv UFBA foi até o Hospital Universitário conversar com o professor e Ortopedista Gildásio Daltro, que é o coordenador da pesquisa. 

O professor explica que a princípio o tratamento só pode ser feito com pacientes que sofrem de anemia falciforme, uma alteração genética no sangue que causa, entre outras complicações, a morte do tecido ósseo. A doença atinge principalmente a população negra, que é maioria no estado. Confira o vídeo e saiba mais sobre o tratamento

Osteonecrose


O que é?
A osteonecrose ocorre quando o osso perde a sua vascularização, e o osso morre. A osteonecrose também é conhecida como necrose asséptica, necrose avascular ou necrose isquêmica. O osso é uma estrutura vida e quando perde a vascularização o osso morre, as células ósseas morrem. Com a morte dos osteócitos o osso pode ficar mais fraco e colabar (imagine as colunas de um prédio que começaram a quebrar).





Causas
As causas da osteonecrose não são  completamente conhecidas uma boa percentagem é classificada como idiopática, porém alguns fatores estão associados a uma maior incidência: poderá ser adquirida após uma lesão, fraturas, transplantes renais, uso de esteroides, uso crônico de corticoide, alguns tipos de anemia, uso crônico de álcool, lesões articulares, alguns tipos de artrite a também alguns tipos de câncer.
A osteonecrose pode acometer virtualmente qualquer osso porém ela é mais comum na cabeça do fémur, cabeça do úmero, osso semilunar na mão, ossos do pé ( navicular, 1 e 2 metatarsianos e Talus) e no Joelho.

Algumas Patologias do tecido ósseo




Doenças relacionadas 


- Artrite reumatoide
- Ciática
- Desordem temporomandibular
- Escoliose
- Fascite plantar
- Hálux valgo (joanete)
- Hérnia de disco
- Lesão no menisco
- Mieloma múltiplo
- Osteoartrite
- Osteoporose


sábado, 6 de abril de 2013

TECIDO CARTILAGINOSO






  • Células: 
       - Condrogênicas, condroblastos, condrócitos (lacunas), condroclastos.

  • Matriz extracelular: 
  • Abundante e firme; 
  • Territorial, interterritorial; 
  • SFA – proteoglicanas, glicoproteínas de adesão (condronectina), ác. hialurônico; 
Fibras – colágeno, elástica. 

  • Localização: variável 

  • Origem: 
  • Células mesenquimais. 

  • Funções: 
  • Suporte de tecidos moles; 
  • Absorção de choques (articulações); 
  • Crescimento de ossos longos. 

INTRODUÇÃO: 

  • Avascular, sem linfáticos e nervos (pericôndrio e líq. sinovial). 

  • Pericôndrio: 
  • Tecido conjuntivo denso (colágeno tipo I); 
  • Nutrição, inervação, oxigenação e crescimento. 

  • Crescimento Intersticial: 
  • Formação inicial da cartilagem; 
  • Mitose dos condrócitos no interior da cartilagem. 

  • Crescimento Aposicional: 
  • Mais comum; 
  • Mitose – pericôndrio. 
  • Influenciada por hormônios e vitaminas; 

  • Degeneração: calcificação da matriz; 

  • Regeneração: pouco eficiente, exceto em crianças; 

  • Variedades: Hialina, elástica e fibrosa. 



    Características:
  • É uma forma especializada de tecido conjuntivo de consistência rígida;,
  • Contém condrócitos e abundante material extracelular que constitui a matriz;
  • As cavidades da matriz, ocupadas pelos condrócitos, são as chamadas lacunas;
  • Não possui vasos sanguíneos, sendo nutrido pelos capilares do conjuntivo envolvente (pericôndrio), nem vasos linfáticos e nervos;
  • As cartilagens que revestem as superfícies dos ossos nas articulações móveis não têm pericôndrio e recebem nutrientes do líquido sinovial das cavidades articulares.



     Funções:
  • Suporte de tecidos moles;
  • Reveste superfícies articulares, onde absorve choques;
  • Facilita o deslizamento dos ossos nas articulações;
  • É essencial pra a formação e o crescimento dos ossos longos, na vida intra-uterina e depois do nascimento;

     Tipos:


                 Cartilagem hialina

  • É o tipo mais freqüente encontrado no corpo humano;
  • Tem coloração branco-azulada e translúcida a fresco;
  • Forma o primeiro esqueleto do embrião;
  • No adulto, é encontrada na parede das fossas nasais, traquéia e brônquios, na extremidade ventral das costelas e recobrindo as superfícies articulares dos ossos longos;
  • É formada por fibrilas de colágeno tipo II associadas ao ácido hialurônico, proteoglicanas muito hidratadas e glicoproteínas;
  • O alto conteúdo de água de solvatação das moléculas de glicosaminoglicanas atua como um sistema de absorção de choques mecânicos;
  • É envolvida por uma camada de tecido conjuntivo denso, o pericôndrio, que é fonte de condrócitos para o crescimento e responsável pela nutrição, oxigenação e eliminação de refugos metabólicos de cartilagem e  também é rico em fibras de colágeno tipo I na parte superficial e mais rico em células à medida que se aproxima da cartilagem;
  • O crescimento da cartilagem pode ser intersticial, por divisão mitótica dos condrócitos preexistentes ou aposicional, que se faz a partir de células dos pericôndrio, que é a principal.
    Localização: 
    - Embrião – esqueleto cartilaginoso;            
    - Adultos – disco epifisário, fossas nasais, traquéia, brônquios, extremidade ventral das costelas e articulações dos ossos longos. 
    Matriz: 
    - Colágeno tipo II 


    Cartilagem elástica:

  • É encontrada no pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na tuba auditiva, na epiglote e na cartilagem cuneiforme da laringe;
  • Além de fibrilas de colágeno, possui uma abundante rede de fibras elásticas continuas com as do pericôndrio;
  • Tem coloração amarelada a fresco;
  • A coloração usada para examiná-la é a orceína;
  • O crescimento ocorre principalmente por aposição.
    Distribuição restrita 
    Ex: epiglote 
    MEC: Colágeno tipo II, elastina, pouca SFA 



    Cartilagem fibrosa:

  • É encontrada nos disco intervertebrais, nos pontos em que alguns tendões e ligamentos se inserem os ossos, e na sínfise pubiana;
  • Está sempre associada a conjuntivo denso;
  • Os condrócitos formam fileiras alongadas;
  • É acidófila, por conter grande quantidade de fibra colágena;
  • A substancia fundamental amorfa é escassa e limitada à proximidade das lacunas;
  • Na fibrocartilagem não existe pericôndrio.
   
  • Fibrocartilagem; 
  • Distribuição restrita 
  • Ex: disco intervertebral; 
  • MEC: colágeno tipo I, pouca SFA 



    Osteoartrites:

    - processo inflamatório das cartilagens hialinas articulares.- acima de 50 anos, obesidade, excesso de carga, “atletas de fim de semana”.- destruição da cartilagem com exposição do osso devido impactos e compressão excessiva.-não tem cura.